quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Mário Quintana / poeta, tradutor e jornalista brasileiro

Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo,
         mas com tamanha intensidade, 
                 que se petrifica, 
                            e nenhuma força jamais o resgata.... 
Somos donos de nossos atos,
  mas não donos de nossos sentimentos;
Somos culpados pelo que fazemos,                         
                      mas não somos culpados pelo que sentimos;
Podemos prometer atos,                      
 mas não podemos prometer sentimentos...
Atos são pássaros engaiolados,
                        sentimentos são pássaros em voo.  

domingo, 17 de julho de 2011

As Palavras


As palavras saem quase sem querer,
Rezam por nós dois. 
Tome conta do que vai dizer.
Elas estão dentro dos meus olhos
Da minha boca, dos meus ombros
Se quiser ouvir
É fácil perceber

          Não me acerte
          Não me cerque
          Me dê absolvição
          Faça luz onde há involução
 Escolha os versos para ser meu bem                                      e não ser meu mal
                                                                                    Reabilite o meu coração
                     



Tentei
Rasguei sua alma e pus no fogo
Não assoprei
Não relutei
Os buracos que eu cavei
Não quis rever
Mas o amargo delas resvalou em mim
Não me deu direito de viver em paz
Estou aqui para te pedir perdão.





                                                             As palavras fogem
                                                             Se você deixar
                                                             O impacto é grande demais
                                                             Cidades inteiras nascem a partir daí
                                                             Violentam, enlouquecem ou me fazem dormir
                                                             Adoecem, curam ou me dão limites
                                                             Vá com carinho no que vai dizer







quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sensibilidade Feminina / Clarice Lispector

O milagre das folhas

      Não, nunca me acontecem milagres. Ouço falar, e às vezes isso me basta como esperança. Mas também me revolta: por que não a mim? Por que só de ouvir falar? Pois já cheguei a ouvir conversas assim, sobre milagres: “Avisou-me que, ao ser dita determinada palavra, um objeto de estimação se quebraria.” Meus objetos se quebram banalmente e pelas mãos das empregadas. Até que fui obrigada a chegar à conclusão de que sou daqueles que rolam pedras durante séculos, e não daqueles para os quais os seixos já vêm prontos, polidos e brancos. Bem que tenho visões fugitivas antes de adormecer – seria milagre? Mas já me foi tranquilamente explicado que isso até nome tem: cidetismo, capacidade de projetar no campo alucinatório as imagens inconscientes.Milagre, não. Mas as coincidências. Vivo de coincidências, vivo de linhas que incidem uma na outra e se cruzam e no cruzamento formam um leve e instantâneo ponto, tão leve e instantâneo que mais é feito de pudor e segredo: mal eu falasse nele, já estaria falando em nada.Mas tenho um milagre, sim. O milagre das folhas. Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos. A incidência da linha de milhares de folhas transformadas em uma única, e de milhões de pessoas a incidência de reduzi-las a mim. Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a escolhida das folhas. Com gestos furtivos tiro a folha dos cabelos e guardo-a na bolsa, como o mais diminuto diamante. Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza.
crônica de Clarice Lispector
extraída do livro As cem melhores crônicas brasileiras.


Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza”

sábado, 9 de abril de 2011

ENCONTRO DE FORMAÇÃO CONTINUADA / PROJETO SALA DO EDUCADOR

     Aconteceu no dia 22 de março, nas dependências da Escola Estadual Evangélica Assembléia de Deus, o 1º Encontro de Formação Continuada dos Professores e Equipe Técnico-Pedagógica da unidade escolar. A reunião coordenada  pelo Departamento Pedagógico da escola teve como  objetivo discutir os temas e a metodologia para o desenvolvimento do PROJETO SALA DO EDUCADOR.
        O tema escolhido para dar inicio a esses encontros de formação foi o estudo da lei a Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
O QUE DIZ A LEI?
        Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e  privados,  torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
      O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
      Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras.


domingo, 13 de março de 2011

QUERIDO DEUS!

       Venho até você consciente de que sabe quem eu sou e o que desejo realizar. Ajude-me todos os dias  seguir o projeto que escrevi, para que eu possa atingir minha própria perfeição e assim glorificar Seu sagrado nome. Permita que eu perceba  sempre a luz branca do Espírito Santo me envolvendo e a Consciência de Cristo me guiando. Se eu cair, como todos fazemos, dê-me Sua mão para me guiar de volta ao caminho que escolhi.
         Prometo usar meu discernimento, minha honra e minha integridade para seguir sempre o caminho do bem. Procurarei nunca ferir intencionalmente outra pessoa. Quero me entregar ao meu serviço pelos outros sem esperar nenhuma recompensa.
         Peço que sua luz envolva este mundo e traga paz e harmonia para todos. Espero que juntos criemos um mundo livre de preconceitos de cor, credo e religião. Desejo que Seu amor entre em cada coração, cada mente e cada alma.
        Se cada coração se transformasse e sussurrasse Seu nome de amor, então toda a escuridão no mundo se transformaria em luz.  Amém!






Esta oração está publicada no livro  O OUTRO LADO DA VIDA, de SYLVIA BROWNE,  médium, mestre espiritual e autora de renome que já tocou os corações de milhões de leitores. Nesse livro, por exemplo, ela fala sobre os encontros com os guias espirituais e como as coisas simples que realizamos todos os dias podem trazer uma melhora real para as nossas vidas e também para as  vidas das pessoas que amamos.

terça-feira, 1 de março de 2011

Nietzsche para traduzir o que estou sentindo hoje.

Independência é algo para bem poucos: - é prerrogativa dos fortes
Criar os próprios valores não é para as ovelhas, é para os espíritos livres.
A autenticidade não é para todos, porque é sua acompanhante a solidão.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Amo esta música!!!!!!


Hoje A Noite Não Tem Luar

Legião Urbana

Composição: Renato Russo
Ela passou do meu lado
"Oi, amor." - eu lhe falei
"Você está tão sozinha."                                
Ela então sorriu pra mim
Foi assim que a conheci
Naquele dia junto ao mar
As ondas vinham beijar a praia
O sol brilhava de tanta emoção
Um rosto lindo como o verão
E um beijo aconteceu
Nos encontramos à noite
Passeamos por aí
E num lugar escondido
Outro beijo lhe 
pedi


Lua de prata no céu
O brilho das estrelas no chão
Tenho certeza que não sonhava
A noite linda continuava
E a voz tão doce que me falava:
"O mundo pertence a nós!"


E hoje a noite não tem luar
E eu estou sem ela
Já não sei onde procurar
Não sei onde ela está
Hoje a noite não tem luar
E eu estou sem e
la
Já não sei onde procurar  
Onde está meu amor?


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Eu não sei o que o amanhã trará.

TENHO EM MIM TODOS OS SONHOS DO MUNDO!!!Fernando Pessoa

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Ha Algo de podre no reino da Dinamarca" .William Shakespeare, no clássico Hamlet.

Shakespeare é considerado um dos mais importantes dramaturgos e escritores de todos os tempos. Seus textos literários são verdadeiras obras de arte e permanecem vivas até os dias de hoje, onde são retratadas pelo teatro, televisão e cinema. Escreveu várias peças entre ela Hamlet, a estória de um príncipe dinamarquês que descobre que seu reino foi construído em cima de mentiras, traições e assassinatos e faz  tudo para vingar a morte de seu pai.


A frase HÁ ALGO PODRE NO REINO DA DINAMARCA, hoje, representa a falta de transparência nos serviços públicos, a troca de favores e certamente a falta de ética e de compromisso com reais interesses de uma coletividade.  



Um indivíduo pode sorrir, sorrir, e ser um vilão."






Aquele que gosta de ser adulado é digno do adulador.

Ó beleza! Onde está tua verdade?


As palavras são como os patifes desde o momento em que as promessas os desonraram. Elas tornaram-se de tal maneira impostoras que me repugna servir-me delas para provar que tenho razão.


This above all: to thine own self be true” (Acima de tudo, sê verdadeiro para contigo mesmo).



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

TUDO REALMENTE CHEIRA A UMA CONSPIRAÇÃO !!! ALFREDO, MOSTRA A TUA CARA!!!


Considero transparência e senso de justiça os elementos fundamentais para a realização de qualquer trabalho em equipe. Depois de tantos acontecimentos, idas e vindas, sinto que tenho direito e obrigação de reprovar, ou melhor, repudiar as atitudes da diretora da ESCOLA ESTADUAL ALFREDO JOSE DA SILVA em relação ao processo de atribuição de aulas da rede estadual de ensino para o ano letivo de 2011. Digo que foi omissa e subserviente e com isso concedeu privilégios e vantagens aos seus. Tenho que lamentar, pois essa prática arcaicas, que por vezes tentam passá-la como inofensiva pode repercutir de maneira bastante negativa em qualquer processo educacional, uma vez que privilégios dados a uns representam direitos negados a outros. O texto do nosso querido Cazuza ilustra muito bem este momento. 

Brasil

Não me convidaram 
Pra esta festa pobre 
Que os homens armaram 
Pra me convencer 
A pagar sem ver 
Toda essa droga 
Que já vem malhada 
Antes de eu nascer 

                      Não me ofereceram
                   Nem um cigarro 
Fiquei na porta
Estacionando os carros
Não me elegeram
chefe de nada
O meu cartão de crédito
É uma navalha 

Brasil mostra a tua cara 
Quero ver quem paga 
Pra gente ficar assim 
Brasil qual é o teu negócio 
O nome do teu sócio 
Confia em mim 

Não me convidaram 
Pra essa festa pobre 
Que os homens armaram pra me convencer 
A pagar sem ver 
Toda essa droga 
Que já vem malhada antes de eu nascer 


Não me sortearam 
A garota do Fantástico

Não me subornaram 

Será que é o meu fim 

Ver TV a cores 

Na taba de um índio 

Programada pra só dizer sim, sim 

Brasil 
Mostra a tua cara 
Quero ver quem paga 
Pra gente ficar assim 
Brasil,
qual é o teu negócio? 
O nome do teu sócio? 
Confia em mim 





                                                                      






Grande pátria desimportante 
Em nenhum instante 
Eu vou te trair 
Não, não vou te trair.


BEIJOS AOS MEUS LEITORES!!!!!






sexta-feira, 24 de setembro de 2010

PROJETO CIRANDA DAS ARTES / 2010

O projeto Ciranda das Artes foi apresentado ao público no dia 09/11/2010 na quadra da Escola Alfredo José da Silva e foi  desenvolvido com  alunos dos segundos e terceiros anos. O projeto foi pensado com o propósito de divulgar o escritores brasileiro e portugueses, de incentivar a leitura e, principalmente,  como uma proposta de ressaltar os valores que envolvem e fortalecem a relação familia e escola

ENTREVISTA COM FERNANDO PESSOA


LETICIA APRESENTANDO A ENTREVISTA
 APRESENTADOR / O século XX não é lembrado como "o grande século" apenas pelas inúmeras e importantes inovações tecnológicas. No campo das artes revelou para o mundo uma das personalidades mais fantástica e polêmica de todos os tempos: o escritor português Fernando Pessoa. Para conhecer e entender esse fenômeno da literatura portuguesa apresentaremos uma entrevista com o escritor.

PAULA (ENTREVISTADORA) RICARDO (FERNANDO PESSOA)
Cenário: duas cadeiras / entrevistadora e escritor.
E. Boa noite, Fernando Pessoa, é um prazer recebê-lo em nossos estúdios e agradeço pela sua presença.
 
F. Boa noite!!! Desculpe pelo atraso... mas estava bastante ansioso para esse encontro...confesso que não sou muito de falar...prefiro escrever, mas diga, que curiosidade tem a meu respeito?

E. Fernando, eu tenho em minhas mãos alguns dados biográficos sobre você: nasceu em Lisboa, mas passou a infância, a adolescência e parte da juventude em Durban, na África do Sul, E por que tão longe e em terras estrangeiras?


F. O meu destino assim o determinava, estava escrito nos astros. Meu pai morreu aos 43 anos, vitima de tuberculose e o meu irmão Jorge no ano seguinte. Eu e minha mãe ficamos sozinhos e com problemas financeiros. Mais tarde minha mãe casou com o cônsul de Portugal em Durban e daí a minha vida na África.

E. E quando começou a escrever? Recorda-se?

F. Sim, sim.. Logo após a morte de meu pai.. Aos cinco anos eu escrevi o meu primeiro poema assinado por  Chevalier de pás.

E. O fato curioso e intrigante da sua obra, Fernando, diz respeito ao fenômeno da heteronímia. Como você explica isso?

F. Bom, talvez em mim coexistam várias personalidades, várias sensibilidades, várias realidades de realidades.

E. Excelente... Então você escreveu com diferentes nomes, ou seja, com nomes falsos?

F. Não... Não é isso... Eu escrevi com outros nomes, com outra personalidade, outra individualidade, diferente de mim, o criador.

E. Então, quais as causa e as origens desses heterônimos?

F. Essa pergunta é complicada para responder, mas...... Começo pela parte psiquiátrica. A origem dos heterônimos é o fundo traço de histeria que existe em mim. Não sei se sou simplesmente histérico, se sou, mais propriamente, um histero-neurastênico. O que sei é que.desde criança que tive a tendência para criar a minha volta um mundo fictício de me cercar de amigos que nunca existiram.........

E. Lembra do seu primeiro heterônimo?

F. sim, um certo Chelavier de Pás, dos meus cinco anos, por quem escrevia cartas dele a mim mesmo.

E. Vamos falar dos heterônimos?

                     Alberto Caeiro
                "Olá, Guardador de Rebanhos
           Olá, guardador de rebanhos
                    Aí à beira da estrada,                
               Que te diz o vento que passa?"

       "Que é vento, e que passa,
  E que já passou antes,
  E que passará depois.
 E a ti o que te diz?" 
           
"Muita cousa mais do que isso.
Fala-me de muitas outras cousas.
De memórias e de saudades
E de cousas que nunca foram."
"Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti."


MISMA E PRISCILA DECLAMANDO O GUARDADOR DE REBANHOS
F. Poema assinado por Alberto Caeiro. Este nasceu em Lisboa. Órfão de pai e mãe viveu coma a tia no campo. Só teve instrução primária e, por isso mesmo, escrevia mal o português. Gostava da vida simples, sem inquietações intelectuais.
E. É verdade que você considera Caeiro o seu mestre?
F. È verdade... Quis inventar um poeta bucólico, de espécie complicada, e apresentar-lho a Sá carneiro. Levei uns dias a elaborar o poeta, mas nada consegui. Num dia em que finalmente desistira — foi em 8 de Março de 1914 — acerquei-me de uma cômoda alta, e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso. E escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja natureza não conseguirei definir. Foi o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim. Abri com um título, O Guardador de Rebanhos. E o que se seguiu foi o aparecimento de alguém em mim, a quem dei desde logo o nome de Alberto Caeiro. Desculpe-me o absurdo da frase: aparecera em mim o meu mestre. Foi essa a sensação imediata que tive. “E tanto assim que, escritos que foram esses trinta e tantos poemas, imediatamente peguei noutro papel e escrevi, a fio, também, os seis poemas que constituem a Chuva Oblíqua, de Fernando Pessoa. Imediatamente e totalmente... Foi o regresso de Fernando Pessoa-Alberto Caeiro a Fernando Pessoa ele só. Ou, melhor, foi a reação de Fernando Pessoa contra a sua inexistência como Alberto Caeiro.
E. E Ricardo Reis  
                                                       Segue o teu destino,
                                                        Rega a tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos
Iguais a nós próprios.
     Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

 Mas serenamente
 Imita o Olimpo
 No teu coração. 
 Os deuses são deuses
 Porque não se pensam.
                           (RicardoReis)

F. Ricardo Reis nasceu na cidade do Porto, formado em medicina é um profundo admirador da cultura clássica. Para esse poeta devemos viver sabiamente o presente, pois o momento é único e é o que nos interessa
THAMIRES DECLAMANDO POESIAS DE RICARDO REIS
E. E o Álvaro de Campos, como ele escrevia?
Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.


Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafisica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!)
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!(...)

ALESSANDRA DECLAMANDO POESIA DE ÁLVARO DE CAMPOS
F. Esse escrito é futurista. Tem instrução de superior, mas é completamente inadaptado ao mundo em que o rodeia; vive marginalizado, é uma personalidade do não.
E. Parabéns poeta, mas não podemos encerrar esta entrevista sem apreciar um texto do Fernando Pessoa, o próprio.                                     ..

                                                                               Uma Prece!!!

Senhor, que És o Céu e a Terra,
Que És a Vida e a Morte!
O Sol És Tu e a Lua És Tu e o Vento És Tu!
Tu És os Nossos Corpos e as Nossas Almas
e o Nosso Amor És Tu também.
Onde nada está Tu habitas
e onde tudo está - (o Teu templo) - eis o Teu Corpo
Dá-me alma para Te servir e alma para Te amar.
Dá-me vista para Te ver sempre no céu e na terra,
ouvidos para Te ouvir no vento e no mar,
e meios para trabalhar em Teu nome.
Torna-me puro como a água e alto como o céu.
Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos
nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos.

Fazê com que eu saiba amar os outros como irmãos
e servir-Te como a um Pai.
Minha vida seja digna da Tua presença.
Meu corpo seja digno da Terra, Tua cama.
Minha alma possa aparecer diante de Ti
como um filho que volta ao lar.
Torna-me grande como o sol,
para que eu Te possa adorar em mim;
e torna-me puro como a lua,
para que eu Te possa rezar em mim;
e torna-me claro como o dia
para que eu Te possa ver sempre em mim
e rezar-Te e adorar-Te.
Senhor, protege-me e ampara-me.
Dá-me que eu me sinta Teu.
Senhor, livra-me de mim!
F. Como Fernando, o próprio, escrevi poesias nacionalistas e saudosistas, expressando o que de fato representa o povo português: é uma grande nação, com um passado grandioso, marcado por grandiosas navegações e fortes manifestações religiosas.


ANNE CAROLINE DECLAMANDO POESIA DE FERNANDO PESSOA
 E. Obrigada pela entrevista.. e por favor....faça as suas considerações finais.

F. Esta entrevista foi uma oportunidade para eu continuar afirmando que :
Multipliquei-me para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo.
Dei a cada emoção uma personalidade, a cada estado de alma uma alma. Sou a cena viva onde passam vários atores representando várias cenas.
E. Para sempre Fernando Pessoa!!!!!!!!

MISMA, PRISCILA, PAULA, RICARDO, ANNE CAROLINE, ALESSANDRA E THAMIRES










FONTE:
Margens do Texto
José de Nicola & Ulisses Infante
Editora: Scipione
O Operário Em Construção

ANDRELINA APRESENTANDO O TEXTO
O poema O operário em construção, escrito por Vinícius de Moraes em 1956, descreve o trabalho como base da vida humana; descreve o processo de tomada de consciência de um operário, partindo de uma situação de completa alienação: “tudo desconhecia / de sua grande missão”, sem saber “que a casa que ele fazia / sendo a sua liberdade/ era a sua escravidão”. No nível simbólico Operário em Construção trata de um operário que entra em processo de conscientização individual e resiste à exploração através da palavra “não”.

RENATA E JULIANO ENCENANDO O TEXTO O OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO





PARTICIPAÇÃO DO PROFESSOR VALDEIRE COM O TEXTO SOU NEGRO






A origem dos cultos afro-brasileiros deve-se à chegada dos africanos em nossas terras. Esses nativos da África, por natureza, são extremamente religiosos e, sem dúvida, muitos deles só conseguiram resistir ao massacre colonizador por causa de suas crenças religiosas.

A presença do culto no Brasil mostra que Iemanjá é a configuração de um mito que, para muitas pessoas, está vivo em seus corações, cultuada também na África, mas em grande intensidade pelas populações negras da América do Sul e do Norte.


RAIANNE, CIBELE, SILIMARA E  CRISLAINE ENCENANDO UMA DANÇA PARA IEMANJÁ